Arielson Arsego afirma que “não é traíra” e ressalta que não existe oposição em Farroupilha

em 26/10/2026
por Gabriel Marchetto

Declarações do ex-vereador e ex-secretário foram feitas durante a apuração do segundo turno

O ex-vereador, ex-secretário municipal e liderança do MDB, Arielson Arsego, afirmou que “não é traíra” ao justificar suas escolhas eleitorais e avaliou que a oposição política praticamente não existe em Farroupilha. As declarações foram feitas durante a cobertura das eleições realizada pela Rádio Spaço FM neste domingo, 25, quando também comentou sua relação com o ex-prefeito Fabiano Feltrin (PL) e a atuação dos partidos no município.

Arsego foi questionado sobre não ter apoiado Feltrin nas eleições, apesar de o então prefeito ter contribuído para seu retorno ao cenário político. Em resposta, frisou que as oportunidades políticas são resultado da trajetória de cada pessoa e lembrou que, em uma eleição anterior, abriu mão de uma possível candidatura a vereador para coordenar a campanha que elegeu Feltrin como vice-prefeito.

O ex-vereador disse que não voltou a conversar com Fabiano após a eleição, mas acredita que não há conflito entre os dois. “Eu nunca fui traíra”, declarou. Ele também destacou sua participação na organização de candidaturas do MDB e de outros partidos nas eleições municipais, ressaltando que trabalhou para contribuir com a cidade e a formação de uma base de sustentação para o executivo municipal

Ao explicar seus apoios eleitorais, Arielson também mencionou a gratidão a lideranças políticas que, segundo ele, contribuíram com Farroupilha e sua trajetória. Entre os nomes citados, destacou Carlos Búrigo, a quem descreveu como uma pessoa competente, técnica, determinada e trabalhadora. Sobre a eleição de Fabiano para deputado, esclareceu que não participou diretamente da campanha, mas definiu que não atuou para prejudicar a sua candidatura.

Ouça Arielson Arsego sobre o apoio na política

Arsego afirma que oposição perdeu espaço no município

Na avaliação de Arsego, a oposição política perdeu força em Farroupilha e há poucas lideranças sendo formadas para representar uma alternativa à administração municipal. Ele citou a composição da Câmara de Vereadores como um dos indicadores desse cenário, lembrando que os grupos de oposição já tiveram quatro ou cinco representantes e atualmente contam com três parlamentares.

Segundo o ex-secretário, os vereadores que fazem oposição também reconhecem ações positivas da administração e, por isso, nem sempre se posicionam contrariamente ao governo. Para ele, os parlamentares precisam priorizar as demandas da comunidade, participar das discussões sobre o orçamento e contribuir para o aperfeiçoamento dos projetos encaminhados ao Legislativo.

Arielson também defendeu que a atuação dos vereadores não seja avaliada apenas pela quantidade de projetos apresentados, mas pela relevância das propostas e possibilidade de execução. “Partido do Movimento Democrático não pode ser contrário ao que a maioria pensa, a maioria vence na democracia”, explicou.

O ex-vereador ainda acrescentou que os partidos precisam acompanhar as necessidades da população e construir propostas que atendam aos interesses da comunidade. Na avaliação dele, a atuação política deve priorizar a discussão de medidas concretas e a contribuição para o desenvolvimento do município, em vez de se limitar à oposição às iniciativas do governo.

O político é cotado para disputar um cargo nas próximas eleições municipais, mas ainda não há definição se ele concorrerá à majoritária, como candidato a prefeito ou vice-prefeito, ou então ao Legislativo.

Ouça Arielson Arsego sobre a oposição
.