“Aceitar Alcolumbre hoje seria um tapa na cara da população brasileira”, declara Sanderson

em 20/10/2026
por Luís Carlos Müller

Senador eleito no RS defende Rogério Marinho para a presidência do Senado

O senador eleito pelo Rio Grande do Sul, Ubiratan Sanderson (PL), afirmou que não aceitará uma eventual candidatura de Davi Alcolumbre à presidência do Senado Federal. Em entrevista à Rádio Spaço FM, ele classificou a possibilidade de permanência do atual presidente da Casa como um desrespeito à vontade da população e defendeu a eleição de um nome alinhado às mudanças que, segundo ele, foram determinadas pelas urnas. “Aceitar Alcolumbre hoje seria um tapa na cara da população brasileira”, declarou Sanderson.

O senador eleito também afirmou que não concorda com a possibilidade de Alcolumbre representar a direita ou o centro na disputa pela presidência do Senado.

Como alternativa, Sanderson manifestou apoio ao senador Rogério Marinho, com quem disse já ter conversado sobre a articulação para a escolha do próximo presidente da Casa. Segundo ele, há confiança na construção de uma maioria capaz de eleger um nome que considere comprometido com os interesses da população.

Sanderson também fez críticas diretas à atuação de Alcolumbre, acusando-o de priorizar interesses pessoais e de proteger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Davi Alcolumbre olha apenas para o seu umbigo”, afirmou.

Na avaliação do senador eleito, a nova composição do Senado deve refletir a vontade expressa pelos eleitores e contribuir para o reequilíbrio entre os Poderes da República. Ele também defendeu mudanças no que classificou como um cenário de degradação institucional no país.

Dívida do RS e reequilíbrio entre os Poderes

Além da disputa pela presidência do Senado, Sanderson apontou a situação fiscal do Rio Grande do Sul como uma das prioridades de seu mandato. Ele afirmou que pretende trabalhar para buscar uma solução para a dívida estadual, que estimou em R$ 110 bilhões, e melhorar as condições financeiras do Estado.

O senador eleito também criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), alegando excessos no exercício de suas atribuições e defendendo maior equilíbrio entre os Poderes.

Sanderson ainda destacou o compromisso de atuar em pautas que, segundo ele, possam melhorar as condições de vida da população brasileira e promover mudanças na estrutura institucional do país.

DEP. FED. UBIRATAN SANDERSON
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