“A melhor forma de ajudar uma pessoa é dar trabalho pra ela”, defende deputado federal eleito Diogo Siqueira

em 16/10/2026
por Site Spaço

Político defendeu que o Bolsa Família seja destinado a quem realmente precisa

O deputado federal eleito Diogo Siqueira defendeu mudanças na forma como os programas de assistência social são conduzidos no Brasil. Em entrevista à Rádio Spaço FM, durante o programa Fim de Expediente desta quinta-feira, 15, ele afirmou que os benefícios sociais devem priorizar pessoas em situação de vulnerabilidade que realmente precisam do auxílio, enquanto adultos com condições de trabalhar devem ser incentivados a ingressar no mercado de trabalho. “de uma forma muito humana, eu deixo muito claro isso. A melhor forma de ajudar uma pessoa é dar trabalho pra ela.

Essa é a melhor forma. Não é dar um prato de comida. Talvez um prato de comida seja bom no momento que o cara está passando fome, mas agora todo dia dar um prato de comida pra essa pessoa, a gente não está ajudando, a gente está piorando”, declarou.

Ao abordar o Bolsa Família, Siqueira argumentou que os recursos destinados aos programas sociais são financiados pela sociedade, incluindo trabalhadores que cumprem suas jornadas diariamente. Na avaliação dele, o auxílio deve atender famílias em situação de vulnerabilidade, como mulheres que não conseguem trabalhar devido aos cuidados com os filhos, pessoas que enfrentam problemas de saúde e idosos sem uma rede de apoio.

Por outro lado, o deputado eleito criticou o que considera o recebimento irregular do benefício por pessoas aptas ao trabalho. Ele defendeu uma fiscalização mais rigorosa e ações que aproximem os beneficiários das oportunidades de emprego.

Experiência em Bento Gonçalves

Durante a entrevista, Siqueira utilizou sua experiência à frente da prefeitura de Bento Gonçalves para exemplificar as medidas que considera necessárias. Segundo ele, durante sua gestão, mais de 50% dos benefícios do Bolsa Família no município foram cortados.

O político afirmou ainda que aproximadamente 200 pessoas que recebiam o auxílio conseguiram ser encaminhadas ao mercado de trabalho. De acordo com o relato, cerca de 1,2 mil famílias tiveram o benefício cancelado ou passaram por ações de encaminhamento profissional e revisão cadastral.

Siqueira ressalotu que as medidas buscaram identificar irregularidades e incentivar a inserção profissional dos beneficiários. Ele também relatou que a administração municipal oferecia apoio prático na busca por emprego, incluindo o deslocamento de pessoas até empresas.

Na avaliação do deputado eleito, não basta informar que existem vagas disponíveis. Ele defendeu que o poder público acompanhe os beneficiários durante o processo de procura por trabalho e mantenha uma fiscalização contínua para verificar a situação de cada família.

Fiscalização e assistência social

Siqueira destacou que as ações adotadas em Bento geraram questionamentos de órgãos públicos, organizações não governamentais e partidos políticos. Segundo ele, entretanto, não houve ação judicial movida por cidadãos contra a prefeitura ou contra ele em razão das medidas.

O deputado eleito também defendeu que a assistência social combine o atendimento às necessidades imediatas com iniciativas que favoreçam a independência financeira. Para ele, cestas básicas e outros auxílios podem ser importantes em situações emergenciais, mas não devem substituir oportunidades de trabalho para quem tem condições de exercer uma atividade profissional.

Ao concluir, Siqueira sustentou que o país precisa rever a cultura de dependência de benefícios e fortalecer políticas que estimulem a geração de renda e a inserção no mercado de trabalho.

Ouça a entrevista
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