Psiquiatra Luiza Zangalli explica como identificar os sinais de depressão, insônia e ansiedade

em 10/10/2026
por Site Spaço

Especialista foi a convidada do Spaço Livre deste sábado

A ansiedade faz parte das emoções humanas e, em determinadas situações, pode até ajudar a pessoa a se preparar para desafios. No entanto, quando se torna excessiva e começa a interferir na rotina, nas relações e nas atividades do dia a dia, pode ser um sinal de alerta para um transtorno de ansiedade.

O assunto foi abordado pela médica psiquiatra Luiza Zangalli durante o prorama Spaço Livre deste sábado, 10. Segundo a profissional, um dos principais indicativos de que a ansiedade ultrapassou o limite considerado saudável é o prejuízo que ela provoca na vida da pessoa.

Entre os sinais que merecem atenção estão a preocupação excessiva, a dificuldade para iniciar ou manter o sono, a sensação constante de alerta e o gasto elevado de energia pensando em situações que causam angústia.

A psiquiatra também destacou que algumas mudanças de comportamento podem ser percebidas primeiro por pessoas próximas. O isolamento e a tendência a evitar situações que provocam ansiedade são exemplos de comportamentos que precisam ser observados. “Principalmente quando tem prejuízo, a pessoa não vive mais a vida normal dela”, explicou Luiza. Segundo ela, a pessoa pode deixar de realizar atividades que antes faziam parte da rotina por medo de sentir ansiedade ou ter uma crise de pânico.

Sintomas físicos também merecem atenção

A ansiedade pode se manifestar por meio de sintomas físicos, como tremores, suor excessivo, aceleração dos batimentos cardíacos e falta de ar. Essas manifestações também devem ser consideradas na avaliação do quadro.

A médica ressalta, porém, que sintomas como palpitações, tontura, aperto no peito e falta de ar não devem ser atribuídos automaticamente à ansiedade. É importante buscar avaliação profissional para investigar possíveis causas clínicas.

Luiza explica que a ansiedade é uma emoção natural, mas pode se tornar um transtorno quando os sintomas são intensos, persistentes e começam a comprometer o funcionamento da pessoa.

Quando procurar ajuda?

A orientação é procurar avaliação profissional quando a preocupação passa a ser difícil de controlar, permanece por muito tempo ou leva a mudanças significativas de comportamento, como evitar compromissos, afastar-se de outras pessoas ou abandonar atividades por medo de se sentir ansioso.

O diagnóstico depende de uma avaliação individual, que considera a intensidade e a duração dos sintomas e os prejuízos causados na vida cotidiana. A ansiedade também pode ocorrer junto com a depressão, o que reforça a importância de uma análise cuidadosa.

A psiquiatra ressaltou que nem todo quadro exige necessariamente o uso de medicamentos. Dependendo da intensidade dos sintomas e das necessidades de cada pessoa, orientações comportamentais e psicoterapia podem fazer parte do tratamento.

Reconhecer os sinais de alerta e buscar ajuda sem esperar que o quadro se agrave são passos importantes para cuidar da saúde mental.

Luiza atende no executive Center, localizado na Rua Thomas Edison, 11A, sala 32, no Centro de Farroupilha. Para mais informações, o contato é pelo telefone ou WhatsApp (54) 9 9983-7492.

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