Audiência pública sobre o tema será realizada na próxima quinta-feira
A professora e produtora rural Márcia Rohr reforçou, nesta quinta-feira, 8, sua posição contrária à implantação do sistema antigranizo na Serra Gaúcha. Em contato com a Rádio Spaço FM, ela classificou a tecnologia como uma “máscara da Covid” e salientou que os equipamentos não impedem a ocorrência de granizo ou solucionarão os prejuízos provocados nas propriedades rurais. Márcia também rebateu críticas de vereadores e produtores que, segundo ela, acusam o grupo de se posicionar contra a atividade agrícola. Ela ressaltou que também é produtora rural e explicou que a mobilização busca questionar a expansão dos geradores terrestres de iodeto de prata para outras regiões do Estado.
Para a professora, a decisão precisa ser precedida por uma análise dos dados técnicos, do funcionamento dos equipamentos e dos possíveis impactos para os agricultores. Com isso, ela defende a busca por alternativas capazes de reduzir os prejuízos provocados pelo granizo nas lavouras. O assunto ganhou força após o vereador de Farroupilha Roque Severgnini, do PSB, defender a realização de uma audiência pública e questionar a falta de dados concretos apresentados pelo grupo. Márcia afirmou que está disposta a participar do encontro e apresentar documentos que, segundo ela, sustentam os questionamentos levantados.
Além da discussão sobre a tecnologia, a professora defende que autoridades investiguem o que chama de “manipulação deliberada do clima”. Entre os fenômenos que, na avaliação dela, deveriam ser analisados estão a indução de chuvas e granizo, além da ocorrência de ciclones, tornados e furacões. A professora relacionou o tema à chamada “transição alimentar”, conceito que, segundo ela, estaria ligado à substituição da produção natural de alimentos por alternativas desenvolvidas em laboratório. A audiência pública prevista para esta quinta-feira, 8, foi transferida para a próxima quinta-feira, 15, às 19h. A mudança ocorreu pela impossibilidade de participação do profissional técnico que apresentaria informações sobre o funcionamento do sistema. O encontro deve ampliar a discussão, que segue em aberta entre defensores e críticos da implantação dos equipamentos na Serra Gaúcha.

