Confira os relatos na íntegra
Motoristas e moradores ouvidos pela reportagem da Spaço FM na manhã desta terça-feira, 22, criticaram o ritmo das obras de revitalização da ERS-448 e as condições de circulação em alguns trechos da rodovia. Entre as principais reclamações estão os quebra-molas instalados durante os trabalhos, os buracos abertos para as intervenções e a demora no avanço dos serviços.
Um dos motoristas avaliou que o trânsito está lento e que os obstáculos dificultam a passagem, principalmente para veículos pesados. Outro condutor criticou a quantidade de pontos de intervenção abertos simultaneamente e afirmou que a proximidade entre os buracos aumenta o risco para quem trafega pelo local. Segundo ele, alguns motoristas acabam passando em velocidade elevada e muito próximos das áreas em obras.
Também houve críticas à quantidade de trabalhadores e ao ritmo dos serviços. Um dos entrevistados disse perceber poucos funcionários atuando no trecho. Outro morador, que passa diariamente pela ERS-448, reconheceu que há equipes trabalhando e que a obra segue normalmente, mas defendeu mais agilidade. Em relação à sinalização, a avaliação foi diferente. Um dos motoristas considerou que a situação melhorou após a instalação de lombadas e destacou a presença de funcionários orientando o trânsito.
As obras fazem parte do projeto de recuperação e requalificação da ERS-448 entre Farroupilha, Rio das Antas e Nova Roma do Sul. O investimento nos dois trechos é de aproximadamente R$ 120 milhões. Os trabalhos incluem recuperação do pavimento, novas estruturas de drenagem e implantação de pontos de contenção ao longo da rodovia.
O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) já havia solicitado o reforço da sinalização após acidentes registrados em áreas de obras. Durante a execução dos serviços, o trânsito opera em meia pista em determinados pontos, com sistema de pare e siga, e a velocidade indicada nas áreas de intervenção é de 40 km/h.
Motoristas ouvidos pela Spaço FM reconhecem a necessidade das intervenções, mas cobram que os trabalhos avancem com mais rapidez para reduzir os transtornos provocados no deslocamento diário.
Créditos: Luís Carlos Muller

