Wagner Petrini (PSB) afirmou que a ação estaria relacionada a um ex-assessor que trabalhou em seu gabinete
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (11), uma nova fase da Operação Veneer, que investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com agiotagem, extorsão e outros crimes em Caxias do Sul. Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e sete de prisão preventiva.
Entre os locais alvo da operação está o gabinete do vereador Wagner Petrini (PSB), presidente da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul. Também foram realizadas buscas em outros endereços relacionados à investigação.
Até o momento, quatro homens, com idades entre 36 e 51 anos, foram presos. Durante as diligências, um deles também foi detido em flagrante após ser encontrado com munições de calibres 9 mm e 12, além de uma granada indoor.
Segundo a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), o grupo investigado concedia empréstimos com juros abusivos, inclusive pelo sistema conhecido como “gota a gota”, com cobrança de parcelas diárias. Os integrantes utilizariam ameaças e intimidação para cobrar as dívidas.
Em nota, Wagner Petrini afirmou que a ação estaria relacionada a um ex-assessor que trabalhou em seu gabinete na legislatura passada e foi desligado há mais de dois anos. Segundo o vereador, os policiais procuravam documentos referentes ao vínculo anterior com o ex-colaborador. Petrini negou envolvimento com os crimes investigados.
A Polícia Civil não informou que o vereador seja investigado na Operação Veneer.

