Representação também foi encaminhada ao Tribunal de Contas
O movimento liderado pela professora Marcia Rohr acionou o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) para questionar a expansão do sistema conhecido como “antigranizo” na Serra Gaúcha. A iniciativa contesta a utilização de geradores terrestres de iodeto de prata e busca a análise dos possíveis impactos ambientais e climáticos provocados pela tecnologia.
A representação foi protocolada no MP-RS sob o número 01443.001.983/2026, com o objetivo de suspender os efeitos do edital lançado durante a Expointer. Paralelamente, o movimento também levou o caso ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS), por meio do Protocolo nº 021896-0299/26-8. A denúncia foi acolhida e convertida em uma Representação Pública.
Entre os principais questionamentos apresentados estão a ausência de Estudos de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) para avaliar eventuais consequências da utilização dos geradores sobre o regime hídrico e a regularidade das chuvas nas comunidades da região.
Embora o sistema seja apresentado como uma tecnologia de combate ao granizo, o movimento sustenta que a utilização do iodeto de prata representa uma forma de intervenção artificial na atmosfera e defende que sejam realizados estudos capazes de avaliar possíveis efeitos ambientais cumulativos.
A professora Marcia Rohr afirma que a preocupação está relacionada à necessidade de transparência e respaldo científico antes da ampliação da tecnologia na região. Segundo ela, produtores e comunidades precisam ter informações sobre eventuais consequências da interferência na atmosfera e os impactos que o sistema pode provocar no ciclo de chuvas.
Com as representações, o movimento busca ampliar o debate entre órgãos públicos, lideranças municipais e produtores rurais em relação ao aspectos ambientais, climáticos e legais na utilização do chamado sistema “antigranizo”.

