Superintendente adverte para aumento das despesas e falta de profissionais na manutenção das escalas
A superintendente do Hospital Beneficente São Carlos, Janete Toigo, alerta que o possível fim da escala 6×1 aumentaria os custos da instituição e exigiria a contratação de mais profissionais para garantir a cobertura dos serviços. Na avaliação dela, o hospital não teria condições financeiras de bancar a mudança. “Hoje o Hospital São Carlos teria como pagar? Não, de jeito nenhum”, declarou.
A casa de saúde já enfrenta dificuldades para contratar e manter mão de obra qualificada. Parte dos profissionais atua no regime 12 por 36, enquanto outros setores seguem na escala 6×1. Com a redução da jornada, segundo Janete, seria necessário ampliar as equipes para compensar as folgas adicionais, sem redução dos salários.
A escassez de profissionais também é agravada pela concorrência com outros setores. A gestora relata que trabalhadores deixam o hospital por diferenças salariais consideradas pequenas ou migram para a indústria em busca de horários mais atrativos. Outro desafio está na logística. O São Carlos conta com funcionários de diferentes municípios da Serra e mantém transporte exclusivo para atender parte da equipe, especialmente nos horários diferenciados.
Para a superintendente, a mudança provocaria um efeito cascata nas despesas dos hospitais. “Vai encarecer tudo, vai ser uma bola de neve”, resumiu. A preocupação, conforme ela, é compartilhada por hospitais de toda a região, que também enfrentam dificuldades para contratar e manter as equipes completas.

