Justiça determina sequestro de três imóveis avaliados em R$ 750 mil por suspeita de lavagem de dinheiro em Bento Gonçalves

Em 04/09/2026
por Gustavo Colferai

Medida foi tomada após denúncia do MPRS contra três investigados por lavagem de dinheiro na Operação Contas Abertas III

A Justiça recebeu, nesta quarta-feira, 2, denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) contra três investigados por lavagem de dinheiro apurada na Operação Contas Abertas III. Na mesma decisão, foi determinado o sequestro de três imóveis em Bento Gonçalves, avaliados em cerca de R$ 750 mil.

Segundo o MPRS, a investigação identificou o uso de terceiros e de negociações imobiliárias para ocultar a propriedade e a origem de bens supostamente adquiridos com recursos provenientes de atividades criminosas.

A denúncia aponta que dois dos imóveis foram adquiridos por R$ 550 mil e permaneceram formalmente registrados em nome de uma empresa, embora os denunciados fossem apontados como os reais proprietários. Conforme a apuração, a aquisição, negociação e ocultação dos três imóveis teriam sido utilizadas para dissimular a origem e a propriedade do patrimônio.

A decisão também determinou a continuidade das investigações sobre outros fatos e possíveis envolvidos, incluindo a análise de movimentações financeiras realizadas por intermédio de terceiros.

Conforme o Ministério Público, o sequestro dos imóveis busca impedir a dilapidação do patrimônio investigado, além de assegurar eventual perda dos bens ao final do processo.

Operação Contas Abertas

A Operação Contas Abertas teve três etapas. A primeira ocorreu em 14 de junho de 2024, em Bento Gonçalves e outras cidades do Rio Grande do Sul e de outros três Estados. A ação contra uma organização ligada ao tráfico de armas e drogas e à lavagem de dinheiro resultou em 26 prisões, além da apreensão de 25 veículos e cinco imóveis e do bloqueio de 274 contas.

Em 17 de junho, uma ação no Presídio Regional de Pelotas resultou em uma prisão preventiva e na apreensão de celulares. Já em 20 de junho, foram presos três investigados na Penitenciária Regional e no Presídio Regional de Caxias do Sul. Na ocasião, foram apreendidos 41 celulares, drogas, armas brancas, dinheiro e anotações.

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