Operação prendeu três suspeitos e identificou outros 14 telefones gaúchos ligados ao grupo
Uma organização suspeita de aplicar golpes digitais a partir de Cuiabá, no Mato Grosso, utilizava números telefônicos com DDD 51 para se passar por integrantes ou empresas do Rio Grande do Sul. A estratégia tinha como objetivo aumentar a credibilidade das abordagens feitas às vítimas gaúchas.
A prática foi descoberta durante a Operação Fake Eagle, deflagrada nesta terça-feira, 1º, pelas polícias civis de Mato Grosso e do Rio Grande do Sul. Foram cumpridos sete mandados em Cuiabá, sendo três de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão.
A investigação começou após uma empresa de Esteio ser alvo de uma tentativa de golpe. Uma funcionária do setor financeiro recebeu uma mensagem pelo WhatsApp de um número que utilizava a foto do diretor da empresa. O suspeito se passou pelo executivo e solicitou uma transferência de aproximadamente R$ 29 mil.
A funcionária desconfiou da abordagem e não realizou o pagamento. A conta indicada para receber o dinheiro estava registrada em nome de um terceiro.
A partir da investigação, a Polícia identificou que o número com DDD 51 utilizado no contato com a vítima estava, na realidade, sendo operado a partir de Cuiabá. Outros 14 telefones com o mesmo código foram relacionados à estrutura investigada.
Segundo a Polícia, o grupo também utilizava contas bancárias de terceiros, chaves Pix, celulares e diferentes linhas telefônicas. Os valores recebidos seriam transferidos rapidamente entre contas para dificultar o rastreamento.
Os três presos são apontados como integrantes do núcleo operacional da organização e teriam funções relacionadas ao controle de contas digitais, infraestrutura de conexão e acesso às contas bancárias.
Os investigados poderão responder por estelionato mediante fraude eletrônica, na forma tentada, e associação criminosa. A análise dos materiais apreendidos poderá revelar outras vítimas e a dimensão da atuação do grupo.

