Mulher que fingiu ser adolescente para ser acolhida por família é condenada em SC

Em 21/08/2026
por Gustavo Colferai

Condenada por estelionato e falsa identidade, ela também aplicou golpes na Serra Gaúcha

Uma mulher que se passou por adolescente para ser acolhida por uma família de Joinville, em Santa Catarina, foi condenada por estelionato e falsa identidade. A sentença foi proferida pela Justiça de Santa Catarina e também envolve uma história que teve desdobramentos no Rio Grande do Sul, inclusive na Serra Gaúcha.

Segundo os autos, a mulher criou uma identidade fictícia e afirmou ser adolescente. Durante cerca de 14 meses, foi tratada como filha pela família de Joinville, que forneceu moradia, alimentação, medicamentos e outros cuidados. A fraude foi descoberta posteriormente.

A Justiça considerou comprovado que ela utilizou conscientemente nome e idade falsos para induzir as vítimas ao erro e obter vantagens materiais. Entre as provas estão documentos, perícia realizada em um celular, depoimentos e a própria admissão da ré.

A mulher foi condenada a um ano, seis meses e 10 dias de reclusão e quatro meses e 18 dias de detenção, em regime inicial semiaberto. A prisão preventiva foi mantida e ela não poderá recorrer em liberdade. O processo tramita em segredo de Justiça.

Golpes também na Serra Gaúcha

Antes de ser presa no mês de junho, em Santa Catarina, a mulher, então com 37 anos, também teria aplicado golpes semelhantes em pelo menos cinco cidades do Rio Grande do Sul: Caxias do Sul, Pinto Bandeira, Porto Alegre, Cachoeirinha e Passo Fundo.

Em 2024, ela tentou aplicar o golpe em Pinto Bandeira, na Serra. O Conselho Tutelar desconfiou da história apresentada e acionou a Polícia. Na ocasião, ela foi autuada por uso de documento falso e liberada.

A mulher também passou por Caxias do Sul. Segundo informações divulgadas na época pela Polícia Civil, o método utilizado consistia em se apresentar como criança ou adolescente para conseguir moradia, alimentação e outros cuidados.

Em 2021, ela chegou a ficar presa no Rio Grande do Sul por seis meses, respondendo por estelionato, falsa identidade e uso de documento falso. No mesmo ano, foi acolhida em um abrigo para adolescentes em Porto Alegre, onde afirmava ter 11 anos. Uma perícia posteriormente confirmou que ela não era menor de idade.

O caso ganhou repercussão nacional após a descoberta da fraude em Joinville. A defesa informou à época que pretendia solicitar um exame de sanidade mental.

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