UTIs do Hospital São Carlos operam com 100% de ocupação

Em 16/08/2026
por Gabriel Marchetto

Unidade registra 92% de ocupação geral e reforça orientação para que casos leves sejam encaminhados ao Centro de Saúde

As Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do Hospital São Carlos operam com 100% de ocupação, enquanto a taxa geral de ocupação da instituição está em 92%. A superintendente, Janete Toigo, explica que a demanda é sazonal e, atualmente, está relacionada principalmente às síndromes respiratórias e aos pacientes em recuperação de procedimentos cirúrgicos de alta complexidade.

Segundo Janete, a ocupação da unidade varia conforme o período do ano e os tipos de doenças que apresentam maior incidência. Em determinados momentos, a demanda é maior na pediatria, enquanto em outros períodos aumentam os casos de gripe, pneumonia e demais síndromes respiratórias. Atualmente, esse cenário contribui para a manutenção da ocupação elevada dos leitos.

A gestora destaca ainda que a lotação das UTIs também está relacionada aos procedimentos de alta complexidade realizados pela instituição. Após cirurgias de maior porte, os pacientes permanecem na terapia intensiva durante o período de recuperação, o que mantém os leitos ocupados. Ela cita, como exemplo, os procedimentos de escoliose realizados recentemente, que demandaram acompanhamento dos pacientes na UTI durante o pós-operatório.

Diante desse cenário, Janete reforça que a orientação para casos de menor gravidade permanece. Pacientes com sintomas como coriza, tosse e outras condições clínicas leves devem procurar os postos ou o Centro de Saúde, que possuem estrutura para esse tipo de atendimento. A medida contribui para evitar a sobrecarga do pronto atendimento hospitalar e permite que a equipe mantenha o foco nos casos de maior complexidade.

O São Carlos deve ser procurado principalmente em situações mais graves, como acidentes, dor forte no peito, suspeita de fraturas ou outros quadros que necessitem de avaliação hospitalar. A orientação, segundo a superintendente, é que a população observe a gravidade dos sintomas e busque inicialmente a unidade de saúde adequada para cada situação.

Ouça Janete Toigo
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