Informação foi confirmada pelo secretário das Finanças, Plínio Balbinot
O secretário das Finanças de Farroupilha, Plínio Balbinot, afirma que o município mantém as contas em dia apesar de enfrentar, neste momento, dificuldades na arrecadação. Segundo ele, a redução no retorno do Icms, o cenário econômico e outros fatores que influenciam a atividade produtiva fizeram com que a receita apresente desempenho inferior ao registrado em anos anteriores. Mesmo com esse quadro, Balbinot considera que a situação financeira permanece estável. A administração tem adotado cautela na utilização dos recursos para garantir a continuidade de obras e serviços, além de preservar o equilíbrio das contas públicas.
O secretário ainda reforçou o trabalho do setor de captação de recursos e a chegada de emendas parlamentares, que auxiliam na realização de investimentos e na execução de projetos. Para ele, essas fontes de recursos têm sido importantes para que o município mantenha o ritmo de entregas à comunidade mesmo diante de um cenário mais restritivo. Plínio avalia que encerrar o período com uma arrecadação próxima do previsto representa um resultado positivo. Ele lembra que, nos anos anteriores, Farroupilha chegou a superar as projeções, enquanto o atual momento exige mais planejamento e atenção na destinação de cada recurso.
Além da conjuntura atual, a reforma tributária é outro ponto que gera preocupação para o executivo. O secretário afirma que ainda não há clareza sobre os efeitos das mudanças e a forma como os valores serão distribuídos entre as cidades. A implementação das novas regras, prevista para começar em 2027, aumenta a necessidade de acompanhamento por parte da administração. De acordo com o gestor, Farroupilha pode ter impactos negativos devido ao forte perfil industrial. A equipe da área tributária acompanha as discussões e mantém diálogo com empresas de consultoria e outros gestores da Fazenda para buscar informações e avaliar os possíveis reflexos destas mudanças.
O secretário considera que o cenário ainda é indefinido e espera que a reforma contribua para simplificar a atividade empresarial, estimular investimentos e fortalecer a economia. Na avaliação dele, o crescimento do setor produtivo tende a beneficiar também as regiões, com mais retorno de recursos para atender às demandas da população.

