Julgamento seria realizado nesta quarta-feira
O Tribunal do Júri de Farroupilha, que julgaria três acusados por um homicídio ocorrido em novembro de 2022, foi adiado e ainda não tem nova data definida. A sessão estava marcada para esta quarta-feira, 5, às 9h, mas foi transferida após um dos réus substituir a defesa particular pela Defensoria Pública. Serão julgados Vander Andrade Gonçalves, Bruno Vicente Pinto da Rocha, conhecido como “Milico”, e Matheus Adriano Dai Pra, o “Teteu”.
Conforme a denúncia do Ministério Público (MP), os três foram indiciados pela Polícia Civil, denunciados por homicídio triplamente qualificado pela morte de José Carlos dos Santos da Silva, assassinado a tiros entre a noite de 8 e a madrugada de 9 de novembro de 2022, nas proximidades do Residencial Morada do Sol, no bairro Industrial. Matheus, entretanto, sofreu um atentado após o crime e atualmente encontra-se em estado vegetativo.
O advogado Carlos Alberto Sandoval, que atuava na defesa de Bruno e permanece representando Matheus, explicou que o adiamento ocorreu após Bruno informar que não possuía condições financeiras para custear os honorários advocatícios referentes ao julgamento em plenário. Diante da situação, o réu revogou a procuração e solicitou a nomeação da Defensoria Pública.
Com a mudança da defesa às vésperas da sessão, a Defensoria Pública informou ao Judiciário que não haveria tempo suficiente para estudar um processo considerado complexo. O pedido foi acolhido pelo juiz Enzo Carlo Di Gesu, que cancelou o julgamento para garantir o direito à ampla defesa e determinou a redesignação da sessão.
Ao comentar a decisão, Sandoval destacou que um julgamento pelo Tribunal do Júri exige preparação técnica e conhecimento aprofundado dos autos. “Não há espaço para improviso quando a liberdade de uma pessoa está em jogo”, afirmou. Segundo ele, a complexidade do processo exige tempo para que a defesa possa analisar todas as provas e atuar de forma adequada perante o Conselho de Sentença.
Ainda conforme o advogado, não há previsão para a realização de uma nova sessão do Tribunal do Júri. A expectativa é de que o julgamento seja remarcado pelo Poder Judiciário em data a ser definida.

