“A espera também adoece”, ressalta secretário ao confirmar parceria com a UCS para enfrentar gargalos do SUS em Caxias

Em 12/07/2026
por Gabriel Marchetto

Convênio inicia em agosto

O secretário municipal da Saúde de Caxias do Sul, Rafael Bueno, afirmou que a demora pelo acesso aos serviços de saúde pode agravar o sofrimento dos pacientes ao confirmar uma parceria com a Universidade de Caxias do Sul (UCS) para enfrentar gargalos do Sistema Único de Saúde (SUS). O convênio, com investimento de aproximadamente R$ 1 milhão, inicia em agosto e terá duração de um ano, com previsão de ampliar a oferta de exames, consultas, terapias e procedimentos.

“A espera também adoece”, ressaltou ao destacar que a iniciativa busca dar mais agilidade aos atendimentos e reduzir demandas que permanecem represadas na rede pública. Segundo ele, a proposta é buscar novas alternativas para solucionar problemas históricos da saúde municipal. “Temos que sair do quadrado, é inovar, é fazer novas parcerias e buscar a resolutividade dos problemas que há muito tempo a gente via que estavam estagnados”, afirmou.

A parceria prevê mais de nove mil procedimentos, incluindo mil atendimentos de psicoterapia, 850 eletrocardiogramas, 650 exames de espirometria, 345 procedimentos de escleroterapia e 6.650 curativos. Também estão incluídos serviços de fisioterapia, reabilitação e acompanhamento de pacientes que necessitam de próteses e cadeiras de rodas adaptadas. Conforme Bueno, a saúde mental é uma das áreas que receberá atenção especial.

O secretário lembra que assumiu a pasta com aproximadamente quatro mil adultos aguardando consultas de psicoterapia. Segundo ele, ações realizadas nos últimos meses já reduziram em 46% a fila de espera. “Eram pessoas no seu mais grave sofrimento da vida, precisando de um olhar da saúde mental e aguardando três, quatro anos. Hoje temos mil e poucas pessoas aguardando. Isso mostra um trabalho focado, atacando as filas e buscando resolutividade”, destacou.

O acordo será executado por meio de estruturas da UCS, como o Seclin, com participação de acadêmicos, professores, médicos e residentes, além do Instituto Todo de Reabilitação de Saúde (Clif), responsável pelos serviços de fisioterapia e avaliação para fornecimento de equipamentos de mobilidade.

Para o gestor, a aproximação com a universidade representa uma forma de ampliar a capacidade de atendimento do município e oferecer respostas mais rápidas aos usuários do SUS. “A prefeitura não pode ser um banco. As pessoas pagam impostos para poder ver o retorno, e o retorno principalmente é na saúde”, reforçou.

Ouça o secretário Rafael Bueno

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