Norte-americano de 33 anos está preso preventivamente
A Polícia Civil confirmou, na madrugada desta quinta-feira, 9, a morte do menino de três anos que estava internado em estado gravíssimo após ter sido agredido pelo próprio pai, em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A criança permanecia na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS) da Capital desde o último domingo, 5.
O pai, um norte-americano de 33 anos que atua como missionário, está preso preventivamente. Ele foi detido em flagrante após levar o filho a um hospital de Viamão. Ao constatarem múltiplas lesões compatíveis com agressões, os profissionais de saúde acionaram a Brigada Militar, que realizou a prisão. Na segunda-feira, 6, a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva.
De acordo com a delegada responsável pela investigação, Luana Tamiozzo Medeiros, o homem confessou as agressões durante depoimento. Conforme relatou à polícia, ele teria atacado o filho porque a criança não lhe deu ‘bom dia’.
Segundo a investigação, o suspeito desferiu socos no peito e no abdômen do menino e bateu a cabeça da criança contra o chão. As agressões ocorreram na residência da família, no distrito de Águas Claras, em Viamão.
Investigação apura outros casos
Além da morte da criança, a Polícia Civil investiga se os outros quatro filhos do casal também foram vítimas de violência. Há registros em pelo menos outros dois estados brasileiros que apontam que três crianças, de cinco, sete e nove anos, teriam sofrido agressões semelhantes. A situação de um bebê de um ano também está sendo apurada.
Por determinação do Conselho Tutelar, todos os filhos do casal foram encaminhados para acolhimento institucional. Os investigadores também apuram denúncias de violência doméstica contra a esposa do suspeito. Para ela, foi solicitada uma medida protetiva.
Segundo a Polícia Civil, a família reside no Brasil há cerca de nove anos e havia se mudado para Viamão aproximadamente seis meses antes do crime.
As identidades da vítima e do investigado não foram divulgadas pelas autoridades. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

