Fabrício Bernardi já procurou todos os órgãos competentes mas não obteve respostas
O acúmulo de lixo ao redor de contêineres na área central de Farroupilha voltou a gerar reclamações. Desta vez, o sócio proprietário da Loja Tudo 1 2 3, Fabrício Bernardi, fez um desabafo público ao relatar que convive diariamente com o descarte irregular de resíduos em frente ao estabelecimento e afirmou que, apesar de diversas reclamações aos órgãos competentes, nenhuma solução efetiva foi apresentada.
Segundo Bernardi, o problema se repete todas as manhãs. Ele conta que, ao chegar para abrir a loja, encontra lixo espalhado pela calçada, restos de alimentos, embalagens e outros materiais descartados de forma inadequada ao redor dos contêineres. “O cliente chega e encontra mau cheiro, moscas e uma calçada cheia de lixo. Meus colaboradores precisam limpar tudo antes mesmo de iniciar o trabalho na loja. Isso já virou rotina e está insustentável”, desabafou.
O empresário afirma que já registrou diversas reclamações por meio da Ouvidoria da Prefeitura e entrou em contato com diferentes setores responsáveis, mas diz que até o momento nenhuma medida foi tomada para resolver o problema.
Conforme Fabrício, uma das solicitações recebidas foi para registrar imagens que ajudassem a identificar os responsáveis pelo descarte irregular. No entanto, ele relata que a situação ocorre durante a madrugada. “Quando fecho a loja, no fim da tarde, os contêineres estão organizados. Na manhã seguinte, está tudo espalhado novamente. É difícil identificar quem faz isso”, afirmou.
Descarte irregular preocupa comerciantes
Entre os materiais encontrados com frequência estão restos de alimentos, roupas, móveis e até resíduos de origem animal. O empresário lembra que, em uma ocasião, encontrou carne e ossos descartados na calçada em um domingo pela manhã.
Embora acredite que parte da bagunça possa ser causada por pessoas que procuram materiais recicláveis nos contêineres, Bernardi afirma que não é possível atribuir a responsabilidade exclusivamente aos catadores. “Pode haver catadores, mas também outras pessoas que descartam materiais de forma irregular. Não posso afirmar quem são os responsáveis.”
Proposta é que cada estabelecimento tenha sua própria lixeira
Na avaliação do empresário, uma alternativa seria substituir os contêineres compartilhados por lixeiras individuais para cada comércio, permitindo que cada estabelecimento seja responsável pelo seu próprio descarte. “Seria muito mais fácil cada loja ter sua lixeira, podendo trancá-la durante a noite. Assim, cada um cuidaria do seu lixo, e seria mais simples identificar quem descumpre as regras”, defendeu.
Enquanto uma solução definitiva não é apresentada, Fabrício afirma que continuará registrando as ocorrências e cobrando providências para evitar que o problema continue afetando comerciantes, funcionários e clientes da região.

