Nota foi emitida neste sábado
O ex-secretário de Gestão e Governo de Farroupilha, Thiago Galvan, se manifestou em nota neste sábado, sobre sua saída da administração e negou irregularidades relacionadas a especulações envolvendo uma visita ao vereador Mauricio Bellaver no Presídio Regional de Caxias do Sul.
Durante sua manifestação, o ex-integrante do governo afirmou que a decisão de deixar o cargo ocorreu devido à necessidade de dedicação integral a projetos profissionais na área jurídica e também a atividades partidárias ligadas à pré-campanha do ex-prefeito Fabiano Feltrin.
Segundo ele, a saída da secretaria ocorreu de forma tranquila e com sentimento de dever cumprido. Galvan destacou os resultados obtidos durante o período em que esteve à frente da pasta, considerada uma das mais estratégicas da administração.
Sobre os comentários envolvendo uma suposta visita ao vereador Mauricio Bellaver no sistema prisional, o ex-secretário afirmou que o deslocamento teve caráter ‘estritamente pessoal e partidário’, sem qualquer relação institucional ou administrativa com o cargo público que ocupava.
Ainda conforme a nota, a visita teria ocorrido em horário de almoço e sem prejuízo às atividades da prefeitura. Ele também ressaltou que o cargo de secretário possui dedicação diferenciada, incluindo atuação em finais de semana e feriados.
Ele afirmou ainda que conversar com aliados políticos e tratar de questões partidárias não configura irregularidade e criticou o que classificou como tentativa de transformar um fato privado em exploração política.
Na manifestação, ele também esclareceu que está licenciado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) devido à incompatibilidade temporária para o exercício da advocacia enquanto exercia função pública, mas afirmou que isso não impediria visitas de caráter pessoal.
Ao final da nota, o ex-secretário reiterou que sempre atuou com transparência e respeito às instituições, afirmando seguir ‘sereno’ e motivado para os próximos desafios profissionais e políticos.
Acompanhe a nota na íntegra
A respeito das notícias envolvendo minha saída da Secretaria de Gestão e Governo de Farroupilha, esclareço que a decisão ocorreu diante da necessidade de dedicação integral a projetos profissionais jurídicos e partidários que passam a exigir atenção prioritária neste novo momento, especialmente no que se refere à pré-campanha do ex-prefeito Fabiano Feltrin.
Saio com a consciência absolutamente tranquila pelo trabalho realizado, pela lealdade institucional que sempre mantive e pelos resultados entregues ao Município ao longo do período em que estive à frente de uma das mais estratégicas secretarias da administração pública municipal.
Quanto às especulações envolvendo eventual visita ao vereador Mauricio Bellaver no Presídio Regional de Caxias do Sul, é preciso estabelecer os fatos com absoluta objetividade e serenidade.
Não houve qualquer ato institucional, administrativo ou funcional relacionado ao comparecimento mencionado. Tratou-se de deslocamento de natureza estritamente pessoal e partidária, realizado fora do contexto das atribuições da secretaria, inclusive em horário de almoço — ocasião em que, naquele dia, deixei de usufruir do próprio intervalo justamente para evitar qualquer prejuízo às atividades da administração, embora seja de conhecimento público que o exercício do cargo de secretário municipal possui regime jurídico distinto, sem submissão a controle convencional de jornada, exigindo dedicação muito superior à carga horária ordinariamente praticada, inclusive em finais de semana e feriados.
Conversar com aliado político, tratar de questões partidárias e dialogar sobre o cenário político existente não configura irregularidade de qualquer natureza, tampouco afronta ética, administrativa ou legal. Muito menos autoriza tentativas artificiais de construção de escândalo político onde simplesmente inexiste ilegalidade.
Também não há qualquer irregularidade relacionada à condição de advogado licenciado da OAB em razão da incompatibilidade temporária para o exercício da advocacia, circunstância que sequer impede visitas de natureza pessoal, situação já esclarecida formalmente pela própria administração prisional.
Sempre atuei com transparência, responsabilidade e absoluto respeito às instituições. Quem vive a vida pública sabe que divergências políticas fazem parte do processo democrático. O que não se pode admitir é a tentativa de transformar fatos privados, regulares e praticados dentro da legalidade em instrumentos de exploração política.
Sigo sereno, de cabeça erguida, grato pela confiança recebida ao longo desse período e motivado para os próximos desafios profissionais, jurídicos e partidários.
Seguimos…
Thiago Galvan

