Defesa do vereador emitiu nota na manhã desta sexta-feira
A Justiça determinou a soltura do vereador de Farroupilha, Mauricio Bellaver (PL), que deixou a prisão na tarde desta quinta-feira, 9, após decisão que revogou a prisão preventiva. De acordo com o advogado de defesa, Roque Severgnini, o Judiciário entendeu, durante audiência, que não estão mais presentes os requisitos que justificavam a manutenção da prisão, permitindo que o investigado responda ao processo em liberdade.
A decisão também levou em consideração o estado de saúde de Bellaver. Segundo Severgnini, ele possui histórico de acompanhamento psiquiátrico há mais de cinco anos, com tratamento devidamente documentado. O próprio Judiciário recomendou a continuidade desse acompanhamento médico.
Ainda conforme o advogado, o processo deve seguir respeitando as garantias legais e com a devida análise dos fatos. Em nota, o advogado faz críticas a julgamentos antecipados e ressalta a necessidade de responsabilidade na condução do caso, além de condenarem eventuais explorações políticas envolvendo a situação. Informa ainda, que o vereador Maurício encontra-se atualmente internado para tratamento, conforme orientação médica e determinação judicial.
A defesa também manifestou solidariedade à vítima e seus familiares, reafirmando o compromisso com a apuração dos fatos. O caso segue em tramitação na Justiça. Bellaver ficou preso por oito dias, desde o dia 1º de abril.
CONFIRA ABAIXO A NOTA DA DEFESA
A defesa de MAURÍCIO BELLAVER vem a público se manifestar acerca da decisão judicial que determinou a sua soltura. Em audiência, o Poder Judiciário entendeu que não mais estavam presentes os requisitos que justificavam a prisão preventiva, revogando-a e determinando a imediata liberdade de Maurício Bellaver, que foi solto na tarde de ontem, dia 09/04. A decisão reconhece que, neste momento, a prisão não se mostra necessária, devendo o processo seguir com equilíbrio e respeito às garantias legais. Também foi considerada a relevância do quadro de saúde de Maurício Bellaver, condição que não é recente, mas acompanhada há mais de cinco anos, com histórico de tratamento psiquiátrico devidamente documentado. O próprio Judiciário recomendou a continuidade do tratamento, o que já vem sendo cumprido. A defesa ressalta que julgamentos antecipados ou precipitados, sem a devida análise do caso em sua plenitude, podem ser compreendidos como levianos. Da mesma forma, a exploração política de uma pessoa em situação de fragilidade de saúde revela-se desumana. A defesa mantém sua solidariedade à ofendida e a seus familiares, reafirmando o compromisso com a apuração responsável dos fatos.
Farroupilha/RS, de abril de 2026.
Advogado Roque Severgnini OAB/RS 123.454

