Movimento provoca reação de Edegar Pretto, que mantém intenção de concorrer
O Partido dos Trabalhadores (PT) determinou apoio à pré-candidatura de Juliana Brizola (PDT) ao governo do Rio Grande do Sul e decidiu não lançar candidato próprio ao Palácio Piratini em 2026. A decisão de intervenção inédita na instância gaúcha foi tomada pelo Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), que se reuniu na manhã desta terça-feira, 7.
Para a corrida ao Palácio Piratini, o partido ordenou “definir a construção de uma tática eleitoral conjunta com o PDT, e demais partidos do campo democrático, sob a liderança da companheira Juliana Brizola, como expressão política dessa estratégia no estado do Rio Grande do Sul”. O documento ainda define Edegar Pretto como “a liderança com maior legitimidade para dirigir essa construção”.
Na prática, o movimento significa uma intervenção da direção nacional junto ao PT gaúcho, que insistia em manter a pré-candidatura de Pretto, o qual já trabalhava em pré-campanha. O presidente do partido, Edinho Silva, já havia mandado um “recado claro” à instância gaúcha e a Edegar: que, se o diretório estadual não recuasse, a determinação partiria de Brasília.
Ao receber de Edinho Silva o documento do GTE, Pretto afirmou seguir com intenção de concorrer. O PDT já declarou apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Em troca, queria o PT como aliado em três estados: no Paraná, onde Requião Filho é pré-candidato, e em Minas Gerais, onde Alexandre Kalil deve concorrer, além do Rio Grande do Sul.
A construção tem participação direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tinha acordos para arranjos em diversos estados com o PDT de Carlos Lupi e o PSB de João Campos. Pesa também na decisão a estratégia do PT nacional de ter um palanque único no Estado para a campanha de Lula à reeleição.

