Deputado afirma que quando alguém sabe demais, de repente tudo vira acidente

Em 11/03/2026
por Site Spaço

Claudio Branchieri concedeu entrevista para a Spaço FM

O deputado estadual Cláudio Branchieri afirmou nesta quarta-feira, 10, que o Brasil vive um momento em que escândalos envolvendo política e sistema financeiro teriam atingido um novo patamar. Segundo ele, o país teria saído da fase de investigações e prisões para entrar em um período que classificou como de queima de arquivo.

A manifestação foi feita ao comentar a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, que, segundo o parlamentar, possuía informações relevantes sobre o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. Ele morreu dentro de uma unidade da Polícia Federal do Brasil. Branchieri afirmou que é necessário aguardar esclarecimentos oficiais sobre o caso, mas disse considerar difícil convencer a população de que o episódio seja apenas uma coincidência. “Quando alguém sabe demais, de repente tudo vira acidente”, afirmou. caso.

Durante a manifestação, o parlamentar também citou mensagens que teriam sido encontradas em celulares apreendidos durante investigações. Segundo ele, nesses conteúdos Vorcaro teria comentado um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e feito críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Branchieri mencionou ainda uma denúncia feita anteriormente por Bolsonaro sobre uma suposta tentativa da Caixa Econômica Federal de adquirir títulos vinculados ao Banco Master. O deputado também abordou o que chamou de questão Lulinha, se referindo ao empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da república. Segundo Branchieri, valores que teriam passado pelas contas do empresário nos últimos anos precisariam ser esclarecidos. O parlamentar afirmou que cerca de R$ 19,5 milhões teriam sido movimentados no período e questionou a origem dos recursos.

Na manifestação, Branchieri também citou um pagamento que, segundo ele, teria sido feito ao empresário Jonas Suassuna, ligado ao sítio de Atibaia, imóvel que esteve no centro de investigações envolvendo o presidente Lula. Para o deputado, esses fatos precisam de explicações públicas.

O parlamentar também criticou decisões de ministros do Supremo Tribunal Federal, citando nominalmente Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Flávio Dino e Alexandre de Moraes. Segundo ele, algumas decisões judiciais estariam interferindo em investigações ou protegendo determinados grupos políticos.

Ao comentar novamente a morte do Sicáro, ligado às investigações financeiras, Branchieri considerou o caso mal explicado. Para o deputado, o fato de a morte ter ocorrido dentro da sede da Polícia Federal levanta questionamentos que, segundo ele, precisam ser esclarecidos pelas autoridades.

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Caso Lulinha