Tenente-coronel Giovani Gomes e major Marcelo Gazzana informam que casos são encaminhados à Polícia Civil
O comandante do 36º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Giovani Gomes, e o subcomandante major Marcelo Gazzana, alertam à comunidade de Farroupilha e da Serra Gaúcha sobre a proliferação de sites e redes sociais que divulgam ocorrências falsas, sem qualquer verificação, com potencial de gerar pânico e desinformação. As declarações foram feitas durante entrevista ao Fim de Expediente da Spaço FM.
De acordo com o major Gazzana, a Brigada Militar já encaminhou para a Polícia Civil casos desse tipo de divulgação. “Nós tivemos casos pontuais de divulgação de ocorrências falsas aqui em Farroupilha. Fizemos aqui a devida apuração pela Brigada e encaminhamos a responsabilização para a Polícia Civil, porque essa prática de ocorrências falsas é divulgação de pânico e perigo inexistente”, afirmou.
O tenente-coronel Giovani foi enfático ao criticar a atuação desses espaços virtuais. “Nós temos hoje sites de fofocas, nós temos redes sociais de fofocas específicas”, disse, ressaltando que as informações são divulgadas sem qualquer filtro ou verificação. Para ele, esse tipo de prática representa um prejuízo direto à população. “São verdadeiros venenos pra comunidade, são verdadeiros desserviços”.
Segundo o comandante, além de causar medo, essas publicações obrigam a polícia a interromper outras ações para checar situações inexistentes. “A polícia acaba parando tudo pra verificar aquela situação, e lá no final descobre que não tem nexo, que não tem informação verídica”, relatou.
Gazzana também reforçou que muitas dessas supostas ocorrências sequer são comunicadas aos canais oficiais. “Nós temos visto os crimes sem vítimas, vítimas que não ligaram pro 190 em momento algum”, explicou, lembrando que o procedimento correto é acionar a Brigada Militar. “O caminho correto quando eu tenho um crime é a ligação na linha de emergência 190”.
Sobre as medidas adotadas, o comandante Giovani afirmou que os responsáveis estão sendo identificados. “Nós estamos verificando, nós estamos identificando essas pessoas, e nós vamos fazer o devido encaminhamento pra registro e também para investigação”, destacou, questionando ainda os interesses por trás da divulgação de notícias falsas. “A quem interessa minar uma população, criar pânico na população e ir contra o trabalho da polícia?”.
Ao final, o comandante lembrou que a Brigada Militar atua com base em dados, estatísticas e inteligência policial e que a sensação de insegurança muitas vezes é alimentada por informações sem fundamento, distantes da realidade da segurança pública no município.
Ações do 36º BPM e atuação em janeiro de 2026
Na mesma entrevista, Giovani e Gazzana também comentaram sobre a atuação do 36º BPM neste início de 2026. “O nosso ano iniciou agitado, mas de uma forma diferente”, explicou o tenente-coronel, ressaltando que as ocorrências têm sido marcadas por respostas rápidas, tanto na prevenção quanto no atendimento direto, com prisões e apreensões.
Ele reforçou que a Brigada Militar atua dentro da legalidade e do uso progressivo da força. “Nós não saímos com vontade de óbitos, nós não saímos com vontade de que os policiais militares ou terceiros percam sua vida”, afirmou, destacando que o objetivo sempre é concluir as ocorrências com êxito, priorizando prisões e apreensões.
O comandante também comentou sobre a dinâmica do crime nos bairros e a importância do trabalho de inteligência. “O crime é dinâmico”, disse, explicando que os grupos criminosos migram conforme a atuação policial se intensifica. Segundo ele, há um trabalho integrado entre Brigada Militar, Polícia Civil e Polícia Penal, com troca constante de informações preventivas.

