Psicóloga explica como a saudade ajuda a compreender emoções e a valorizar relações que dão sentido à vida

em 31/10/2026
por Site Spaço

Juliana Felipe foi a convidada do programa Spaço Livre

A saudade é uma expressão dos vínculos afetivos que construímos ao longo da vida. Embora a perda de alguém querido possa despertar sentimentos como tristeza, culpa, raiva e até questionamentos sobre o que poderia ter sido feito de maneira diferente, essas emoções fazem parte do processo de luto e não diminuem o amor por quem partiu. Essa foi uma das reflexões apresentadas pela psicóloga sistêmica e coordenadora do cerimonial do Grupo L. Formolo Juliana Felipe durante o programa Spaço Livre, deste sábado, 31.

Pós-graduada em Terapia de Casal e Família, Juliana conversou sobre o luto e a saudade de quem amamos, especialmente no período que antecede o Dia de Finados, celebrado nesta segunda-feira, 2. A profissional explicou que não existe um tempo determinado para viver o luto, pois cada pessoa reage de uma maneira, conforme sua história, seus vínculos e as circunstâncias da perda.

Segundo ela, sentimentos de culpa e raiva são comuns, principalmente em situações de mortes inesperadas ou trágicas. Familiares podem se perguntar se poderiam ter feito algo diferente ou se alguma atitude teria evitado a perda. Para Juliana, é importante compreender que essas emoções são naturais e não anulam o amor sentido pela pessoa que morreu.

A psicóloga também destacou que o luto pode se manifestar de diferentes formas e, muitas vezes, começa a ser sentido com maior intensidade depois dos procedimentos relacionados à despedida. Durante o velório, a família costuma estar envolvida em decisões e questões burocráticas. É depois desse período que a ausência pode se tornar mais concreta e surgirem os questionamentos.

Quando é necessário buscar ajuda?

Embora não exista um prazo universal para o luto, Juliana orienta que é importante observar quando a dor começa a comprometer a rotina. A dificuldade persistente para trabalhar, realizar atividades cotidianas ou retomar a vida pode indicar a necessidade de acompanhamento psicológico.

A profissional ressaltou que a psicoterapia oferece um espaço de acolhimento para falar sobre a perda, compreender sentimentos e ressignificar a experiência. O objetivo não é esquecer quem partiu ou deixar de sentir saudade, mas conseguir seguir em frente mantendo vivo o vínculo afetivo.

Durante a entrevista, Juliana também abordou a importância dos rituais de despedida. Na avaliação dela, velórios, cerimônias, homenagens e momentos de oração podem ajudar familiares e amigos a reconhecer a perda, compartilhar lembranças e acolher uns aos outros. Mesmo quando a família opta por uma despedida mais reservada ou pela cremação, é possível organizar um momento para estar junto da pessoa que morreu.

Luto pet também merece acolhimento

Outro assunto tratado foi a perda de animais de estimação. Juliana explicou que os pets estão cada vez mais integrados à dinâmica familiar e que, por isso, a morte de um animal pode provocar uma dor profunda.

A psicóloga destacou que o luto pet não deve ser tratado como exagero ou falta de importância. Os animais fazem parte dos vínculos e da rotina de muitas famílias, e a perda pode gerar sentimentos semelhantes aos vividos diante da morte de uma pessoa querida.

Na entrevista, ela também antecipou que o Grupo L. Formolo prevê a implantação de um crematório pet separado da estrutura destinada à cremação humana, com a possibilidade de oferecer cerimônias de despedida para os animais. Ao longo da conversa, Juliana reforçou que cada processo de luto é único e precisa ser respeitado. A saudade permanece, mas pode ganhar novos significados com o tempo, permitindo que as lembranças sejam acolhidas sem impedir a continuidade da vida.

Grupo L. Formolo

Juliana Felipe atende junto ao Grupo L. Formolo que  irá realizar uma programação especial pelo Dia de Finados nos dias 1º e 2 de novembro, em Caxias do Sul. As atividades incluem missas no Memorial Crematório São José e no Cemitério Santos Anjos, além de uma campanha de arrecadação de alimentos não perecíveis.

No Memorial Crematório São José, a programação começa no dia 1º de novembro, às 19h, com celebração presidida pelo padre Tadeu Libardi. No dia 2, às 10h, será realizada uma missa com o frei Jaime Bettega. Às 15h, o frei Irineu Trentin celebrará uma missa em dialeto italiano.

No Cemitério Santos Anjos, as celebrações estão marcadas para o dia 2 de novembro, às 9h30 e às 16h, conduzidas pelos padres Jairo Gusberti e Jaime Gusberti, da Paróquia Cristo Operário.

A programação deste ano tem como tema “Laços Eternos, amor que permanece para sempre”. Nos dois locais, haverá acolhimento aos visitantes durante as homenagens.

A iniciativa também contará com a campanha solidária ‘Colabore com a Vida’, que receberá alimentos não perecíveis para posterior destinação a instituições beneficentes.

Todas as atividades serão gratuitas e abertas ao público.

Serviço

Memorial Crematório São José
Avenida São Virgílio, 1450, 6ª Légua.

Cemitério Santos Anjos
Avenida Maurício Sirotsky Sobrinho, 4001, bairro São Victor Cohab.

Mais informações pelo WhatsApp do Grupo L. Formolo: (54) 9 9140-4033.

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