Filho de Claudir Ademir Boroto manifestou revolta nas redes sociais após a prisão dos três investigados pelo latrocínio ocorrido em agosto
A prisão dos três homens investigados pelo latrocínio do empresário Claudir Ademir Boroto, de 53 anos, em Farroupilha, provocou revolta entre familiares e amigos da vítima. Isso porque, conforme as novas informações divulgadas sobre o caso, o homem apontado pela investigação como mandante do crime era amigo da família há mais de dez anos.
A Polícia Civil não divulgou oficialmente os nomes dos investigados. No entanto, a identidade do suspeito apontado como mandante é conhecida por familiares e pessoas próximas. Nas redes sociais, o filho do empresário manifestou tristeza e indignação ao descobrir o envolvimento do homem, especialmente por conta da relação de confiança que existia entre as famílias.
Segundo as informações divulgadas, o suspeito teria almoçado com a família de Boroto no domingo anterior ao crime. Dias depois, na sexta-feira, 28 de agosto, teria ordenado a execução do empresário, motivada por uma dívida que mantinha com ele.
Crime teria sido motivado por dívida
Conforme a investigação da Polícia Civil, o suspeito apontado como mandante mantinha negócios e transações financeiras com Boroto e teria dívidas com o empresário. A principal hipótese é de que o crime tenha sido planejado para subtrair cheques que estavam em poder da vítima e eliminar as obrigações financeiras existentes.
A apuração indicou que o suspeito sabia que o empresário participaria de um jantar naquela noite. Ele teria levado os outros dois investigados até a propriedade rural de Boroto, na Linha Sertorina, interior de Farroupilha, onde aguardaram a chegada da vítima.
Após o jantar, o empresário retornou ao sítio próximo da meia-noite. Segundo a investigação, os dois homens que estavam no local teriam cometido o crime. Na sequência, deixaram a propriedade com o Jeep Renegade da vítima e incendiaram o veículo em Bento Gonçalves, numa tentativa de eliminar vestígios.
Empresário participou de jantar antes de morrer
Na noite do crime, Claudir havia participado de um encontro com integrantes da turma do quartel em que serviu, em 1992. O jantar ocorreu no restaurante do Bifi, junto à AMG, em Garibaldi, e reuniu cerca de 45 amigos de Garibaldi e Bento Gonçalves. Conforme relatos de participantes, o empresário deixou o local por volta das 23h20.
O corpo de Boroto foi encontrado em um açude próximo à propriedade rural, com graves lesões na cabeça provocadas por golpes de machado. Na madrugada seguinte, o veículo foi localizado completamente incendiado em Bento Gonçalves.
O empresário foi sepultado no domingo, 30 de agosto, no Cemitério de Santo Isidoro, em Monte Belo do Sul. Ele deixou dois filhos.
Três homens foram presos
Os três investigados, de 20, 36 e 44 anos, foram presos temporariamente na segunda-feira (19), em Bento Gonçalves, após decisão judicial. Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em oito endereços, os policiais encontraram duas pistolas, munições, cheques e anotações. Um dos presos também estaria utilizando uma jaqueta e uma mochila que teriam sido roubadas da vítima.
A investigação foi coordenada pelo delegado de Farroupilha, Fernando Cruz Alexandre, com apoio de policiais de Bento Gonçalves e Garibaldi e do setor de inteligência da Brigada Militar de Bento Gonçalves.
Os três homens permanecem na condição de investigados, e as diligências seguem para esclarecer todas as circunstâncias do crime.