Candidato ao governo do Estado pelo MDB esteve na Spaço FM nesta terça-feira e falou sobre polarização, pesquisas eleitorais e sua posição política
Candidato ao governo do Rio Grande do Sul pelo MDB, o atual vice-governador Gabriel Souza defendeu, em entrevista ao vivo no estúdio da Spaço FM nesta terça-feira, 8, a continuidade de projetos e políticas implementados durante a gestão de Eduardo Leite.
O candidato esteve acompanhado do prefeito de Farroupilha Jonas Tomazini, do ex-prefeito Ademir Baretta e de Paula Ioris, Candidata à 1ª suplência ao Senado na chapa de Frederico Antunes.
Souza afirmou que pretende aproveitar a experiência adquirida no governo para dar sequência a ações que considera importantes para o Estado, especialmente na reconstrução após as enchentes de 2024.
“Me preparei muito para ser o governador”, afirmou. Souza citou a trajetória como líder do governo José Ivo Sartori na Assembleia Legislativa, presidente do Legislativo gaúcho e, posteriormente, vice-governador. Segundo ele, essa experiência lhe permite chegar ao cargo com conhecimento da estrutura e dos projetos em andamento.
Entre as ações que pretende manter está o Plano Rio Grande. O candidato afirmou que atualmente existem cerca de 240 projetos em andamento ou já concluídos e disse que uma eventual mudança de projetos e equipes poderia provocar atrasos nos cronogramas.
Propostas para a saúde
Na saúde, Souza afirmou que pretende ampliar os recursos destinados ao SUS Gaúcho. Segundo o candidato, sua primeira medida como governador seria colocar mais dinheiro no programa, com a previsão de R$ 5 bilhões adicionais para a saúde nos próximos quatro anos.
A proposta, de acordo com Souza, seria viabilizada a partir de um acordo com o Ministério Público para ampliar gradualmente os recursos destinados ao setor. O candidato também prometeu aumentar a oferta de consultas e cirurgias eletivas e fortalecer a regionalização da saúde.
“Eu vou comprar mais consultas, vou comprar mais cirurgias eletivas, e vou melhorar a regionalização da saúde, para que os hospitais tenham mais potência e qualidade, em especial na alta complexidade, para serem atendidos próximos à sua casa”, declarou.
Durante a entrevista, Souza citou resultados que atribui ao SUS Gaúcho, incluindo redução de filas em especialidades como ortopedia e oftalmologia. Também criticou o financiamento federal do SUS, argumentando que a tabela nacional não cobre integralmente os custos de diversos procedimentos.
Reajuste para professores
Questionado sobre a remuneração dos professores estaduais, Souza afirmou que pretende manter anualmente o reajuste do piso nacional do magistério.
“Eu me comprometo a dar esse reajuste todos os anos”, afirmou.
O candidato também destacou o pagamento dos salários em dia e o programa que prevê uma remuneração adicional para profissionais de escolas que atingiram determinadas metas do Ideb.
Souza se define como centro-direita
Na entrevista, Gabriel Souza também foi questionado sobre sua posição ideológica. Ele se definiu como centro-direita e afirmou defender liberdade econômica, redução de impostos e da burocracia e estímulo ao empreendedorismo e à atração de empresas.
“Eu sou favorável à liberdade econômica, baixar o imposto, diminuir a burocracia, fazer com que a gente consiga viabilizar mais empreendedorismo, atração de emprego e renda, através da atração de empresas para cá, para o Rio Grande do Sul, mas, ao mesmo tempo, não sou extremista”, disse.
Souza também destacou a intenção de manter diálogo com o governo federal independentemente do resultado da eleição presidencial. Para ele, não estar alinhado diretamente a um dos polos da política nacional permitiria maior capacidade de negociação em Brasília.
Críticas à polarização e às pesquisas
O candidato afirmou que pretende apresentar sua candidatura como uma alternativa à polarização nacional. Ele citou a própria eleição de 2022 como exemplo de que seria possível vencer uma disputa sem estar vinculado aos dois principais polos políticos nacionais.
“Já vencemos a polarização aqui no Rio Grande do Sul”, afirmou, referindo-se à eleição de 2022.
Sobre as pesquisas eleitorais, Souza disse que não pretende pautar a campanha pelos levantamentos de intenção de voto. Ele citou eleições anteriores no Estado em que candidatos que apareciam atrás conseguiram vencer.
“Se pesquisa ganhasse a eleição, era só fazer uma pesquisa e dar posse para o primeiro colocado. Não precisava eleição, precisava campanha”, declarou.
Souza afirmou ainda que percebe crescimento de sua candidatura nas atividades realizadas nos últimos dias e disse acreditar que chegará ao segundo turno.
Na eleição presidencial, o candidato declarou apoio a Ronaldo Caiado, governador de Goiás e pré-candidato à Presidência pelo PSD. Questionado sobre um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, Souza afirmou que não votaria no PT, mas ressaltou que, neste momento, sua preferência é por Caiado.
A entrevista ocorreu durante a passagem de Gabriel Souza por Farroupilha. O candidato também cumpriu agenda em Lajeado e Garibaldi ao longo desta terça.
Créditos: Arthur Vargas/Divulgação Campanha Gabriel Souza