Coleta tem custo médio de R$ 130
A exigência do exame toxicológico para quem vai tirar a primeira habilitação no Rio Grande do Sul começou nesta terça-feira, 1º de setembro, e já provocou aumento na procura pelo procedimento em laboratórios credenciados. A medida passa a atingir candidatos às categorias A e B, destinadas à condução de motos e carros. Anteriormente, o exame era obrigatório apenas para motoristas profissionais das categorias C, D e E. A mudança não afeta quem já havia iniciado o processo de habilitação até segunda-feira, 31.
O exame toxicológico busca identificar o consumo de substâncias como anfetaminas, canabinoides e opiáceos. A análise considera um período retrospectivo que pode variar de 90 a 180 dias antes da coleta, conforme o material biológico utilizado. A coleta deve ser realizada em laboratórios credenciados à Secretaria Nacional de Trânsito, a Senatran. A lista oficial permite consultar os locais disponíveis para atendimento nos municípios gaúchos. Em alguns casos, empresas que não possuem sede no Estado oferecem pontos de coleta no Rio Grande do Sul e encaminham o material para análise em outras cidades.
O valor do exame é definido por cada laboratório e fica, em média, R$ 130. Segundo o Detran, a permissão para dirigir somente será expedida depois que o laboratório registrar no sistema federal o resultado negativo do exame. Em caso de resultado positivo, o candidato deverá refazer o procedimento até que o exame não indique mais a presença das substâncias analisadas.