Profissional falou à Rádio Spaço FM sobre os limites da comédia, a criação dos personagens e a importância do contato com o público
O humorista Cris Pereira defendeu a liberdade na comédia, mas ressaltou a importância do respeito na construção dos personagens e das apresentações. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Spaço FM, nesta terça-feira, 11, em Farroupilha, onde o artista se apresentou no lançamento da Campanha Natal Premiado da CDL. Pereira afirmou que existem diferentes estilos de humor e públicos para cada proposta. Para ele, o chamado politicamente correto não deve limitar a criatividade dos humoristas, desde que o trabalho seja desenvolvido com responsabilidade e respeito. “Tem vários tipos de humor e tem plateia para todos”, destacou. O profissional explicou que prefere trabalhar com situações do cotidiano e personagens que permitam ao público se identificar com as histórias apresentadas.
Segundo Cris, o respeito é um dos pilares na criação de figuras como Gaudêncio e Pedreiro Dinei. Ele contou que procura conhecer os universos retratados antes de desenvolver cada personagem. “Eu estudo aquele nicho e faço uma homenagem de uma forma muito respeitosa”, frisou. O artista também destacou que seu humor busca fazer com que as pessoas reconheçam situações da própria vida nas apresentações. “É um tipo de humor que faz as pessoas rirem delas mesmas”, explicou.
Outro ponto ressaltado por Cris Pereira foi a importância do contato presencial com o público. Apesar da força das redes sociais, o humorista reforçou que o palco continua sendo seu principal espaço de atuação. “Eu nasci no tablado, eu nasci no palco”, definiu. O entrevistado ainda destacou o desejo de resgatar momentos de convivência por meio do humor. Para ele, a experiência de reunir pessoas, compartilhar uma risada e criar memórias em família mantém uma importância que vai além do entretenimento. A apresentação em Farroupilha contou com os personagens Gaudêncio e Pedreiro Dinei, marcando o lançamento da Campanha Natal Premiado da CDL.
Gabriel Marchetto, Cris Pereira e o presidente da CDL, Sérgio Rossi. Créditos: Alessandra Chiele