CDL e Sindilojas defendem novas consultas aos lojistas e colocam a implantação de uma rua coberta entre os temas prioritários para o centro de Farroupilha
A discussão sobre o futuro dos parklets instalados no Calçadão da Rua Júlio de Castilhos e a possibilidade de implantação de uma rua coberta na área central de Farroupilha ganhou novos capítulos após manifestações das principais entidades representativas do comércio.
Diferentemente do posicionamento adotado pelo Conselho Municipal de Turismo (Comtur), que defende a manutenção das estruturas e considera que a cidade possui outras prioridades de investimento, Sindilojas e CDL defendem a ampliação do debate com os lojistas e a busca por alternativas para fortalecer a atratividade do centro.
O presidente do Sindilojas, Cladir Bono, avalia que o turismo precisa ser tratado como uma prioridade para o desenvolvimento econômico do município. Segundo ele, a cidade deve investir em projetos capazes de atrair visitantes e movimentar a área central, incluindo a possibilidade de implantação de uma rua coberta no Calçadão da Júlio.
Para Bono, a discussão não pode ficar restrita à oferta de vagas de estacionamento. O dirigente defende que Farroupilha pense em iniciativas de longo prazo voltadas ao turismo e à qualificação do espaço urbano. Ele também sugere a realização de uma nova consulta junto aos comerciantes da região para verificar se a maioria apoia a permanência ou a retirada dos parklets.
Já o presidente da CDL, Sérgio Rossi, afirma que a entidade ainda não possui uma posição oficial sobre o futuro das estruturas instaladas no calçadão. Conforme ele, qualquer manifestação precisa ser precedida por uma consulta aos associados para que a entidade represente efetivamente a opinião da maioria dos lojistas.
Rossi destaca que o projeto de revitalização da Júlio de Castilhos envolveu investimentos públicos e que eventuais mudanças devem ser analisadas com cautela. Segundo ele, a CDL pretende ouvir os comerciantes e avaliar os impactos para lojistas e consumidores antes de tomar qualquer posição definitiva sobre o tema.
Em relação à rua coberta, o dirigente demonstrou apoio à proposta e considera que a discussão já deveria estar mais avançada. Para Rossi, as condições climáticas da região reforçam a necessidade de uma estrutura capaz de oferecer mais conforto à população e aos visitantes, além de contribuir para a movimentação econômica do centro.
As duas entidades defendem a realização de reuniões envolvendo comerciantes, entidades representativas e o poder público para aprofundar o debate. Enquanto o Comtur sustenta a permanência dos parklets e descarta a necessidade de uma rua coberta neste momento, Sindilojas e CDL entendem que os temas ainda precisam ser amplamente discutidos antes de qualquer definição sobre o futuro da área central de Farroupilha.
Créditos: Luís Carlos Muller