Professora Márcia Rohr critica mudanças no transporte intermunicipal e regras do fretamento no RS

Em 27/06/2026
por Gabriel Marchetto

Coordenadora do movimento Pedágio RS Não concedeu entrevista à Spaço FM

A coordenadora do movimento Pedágio RS Não, professora Márcia Rohr, criticou as alterações no sistema de transporte intermunicipal e nas regras que regem o fretamento no Rio Grande do Sul. Segundo ela, as mudanças estariam reduzindo as opções de deslocamento da população e dificultando o acesso a serviços essenciais em diferentes municípios da região.

Márcia afirmou que houve diminuição de linhas de ônibus intermunicipais e questionou o modelo de regulamentação adotado para o setor, especialmente no que se refere ao transporte fretado. Ela destacou como ponto de preocupação a exigência de lista de passageiros com antecedência mínima, o que, na avaliação dela, inviabilizaria deslocamentos em situações de urgência ou de última hora, como viagens familiares ou eventos imprevistos.

A coordenadora também direcionou críticas à atuação de órgãos estaduais responsáveis pela gestão e fiscalização do sistema, citando o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) e a agência reguladora Agergs. Para ela, as decisões sobre linhas e operações estariam sendo tomadas de forma a restringir a mobilidade, com impacto direto na oferta de transporte disponível à população.

Além disso, Márcia mencionou a participação da Metroplan na organização do sistema e reforçou que as mudanças recentes vêm sendo implementadas sem ampliar o debate público sobre seus efeitos práticos. A coordenadora ainda relacionou o tema ao modelo de concessões rodoviárias e à estrutura de pedágios no Estado, afirmando que os custos acabam recaindo sobre os usuários e que há reflexos diretos na mobilidade e economia das famílias.

De acordo com a coordenadora, o cenário reforça a necessidade de maior discussão sobre as políticas públicas de transporte e infraestrutura no RS.

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