Integrante do PT afirma que a água é uma mina de ouro e defende criação de empresa pública para gerir abastecimento em Farroupilha

Em 09/06/2026
por Site Spaço

Ansélio Brustolin ressaltou que Tomazini entrará para a história se municipalizar o serviço

O integrante do Partido dos Trabalhadores (PT) de Farroupilha, Ansélio Brustolin, defendeu a municipalização dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário no município. Em entrevista à Rádio Spaço FM, ele afirmou que o prefeito Jonas Tomazini entrará para a história caso opte pela criação de uma empresa municipal para administrar o setor.

Segundo Brustolin, a decisão representaria um marco para Farroupilha e teria impacto comparável à criação do Distrito Industrial pelo ex-prefeito Avelino Maggioni. “O prefeito vai se consagrar, vai passar para a história se municipalizar a água. A criação de uma empresa municipal que cuide desse tema é, no meu entendimento, mais importante do que a criação do Distrito Industrial”, declarou.

Para ele, o serviço representa uma importante fonte de recursos para o município. “É uma mina de ouro o município ter esse controle e poder proceder todo o trabalho de qualidade, fiscalização e expansão do saneamento”, afirmou.

Brustolin argumentou que a gestão municipal poderia investir em áreas como saneamento básico, esgotamento sanitário e melhoria da qualidade da água, além de garantir maior fiscalização por parte do poder público e da população.

Durante a entrevista, ele também se posicionou contrário à possibilidade de concessão do serviço para a iniciativa privada. Na avaliação do petista, caso seja realizada uma licitação, a tendência é que grandes empresas do setor disputem e assumam a operação do sistema.

Ainda conforme Brustolin, a fiscalização atualmente exercida pela Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs) não seria suficiente para solucionar os problemas apontados por ele na prestação dos serviços. “A grande medida que a prefeitura de Farroupilha pode adotar e que está à sua disposição é a municipalização do serviço de água e esgotamento. O município teria o controle, a fiscalização e poderia ampliar o saneamento, que hoje está praticamente zerado”, concluiu.

Ouça a entrevista
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