Pimenta também defendeu os investimentos federais na reconstrução do RS e confirmou sua pré-candidatura ao senado
O deputado federal Paulo Pimenta (PT), líder do Governo Lula na Câmara dos Deputados e pré-candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul (RS), participou do programa Fim de Expediente desta sexta-feira, 5,
Pimenta rebateu críticas da oposição envolvendo os escândalos do Inss e do Banco Master. Durante a entrevista, o parlamentar afirmou que não há qualquer integrante do governo federal ou do Partido dos Trabalhadores (PT) envolvido nos casos. “Não tem ninguém do nosso governo envolvido no esquema do Inss, nem do Banco Master. Não tem um centavo de roubo do Inss na conta de alguém do PT ou de alguém do nosso governo, assim como não tem ninguém do nosso partido envolvido no esquema do Banco Master”, definiu.
Ao comentar as investigações, o deputado afirmou que defende a apuração dos fatos e disse ter assinado todos os pedidos de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) relacionados ao caso. “Nós queremos a investigação”, declarou, ao ser questionado sobre a CPI do Banco Master”, frisou.
Pimenta também argumentou que não há registros de recursos do Banco Master destinados a integrantes do PT e citou adversários políticos ao sustentar sua posição. Durante a entrevista, afirmou que eventuais acusações contra o partido devem ser acompanhadas de provas concretas.
Reconstrução do RS
Outro tema abordado foi o processo de reconstrução do estado após as enchentes. O parlamentar destacou que mais de 90% das obras vinculadas ao governo federal já foram concluídas e afirmou que os recursos destinados aos municípios atingidos foram integralmente empenhados.
Pimenta citou investimentos federais em Farroupilha e na Serra Gaúcha, destacando obras na área da saúde, educação e cultura. Segundo ele, somente no período recente, o município recebeu mais de R$ 19 milhões em recursos federais.
Pré-candidatura ao Senado
Durante a entrevista, o deputado confirmou que colocou seu nome à disposição do PT para disputar uma vaga ao Senado em 2026. Pimenta afirmou que sua trajetória política, a atuação como ministro da Reconstrução e a experiência em Brasília o credenciam para representar o Rio Grande do Sul na Casa Legislativa. “O Senado é uma ferramenta de trabalho para o Estado. Não vou ser um senador do PT, vou ser um senador do Rio Grande do Sul”, afirmou.
Ao projetar o cenário eleitoral na Serra Gaúcha, região historicamente mais alinhada à direita nas últimas eleições, Pimenta disse que a estratégia petista será apresentar resultados concretos do governo federal, especialmente em áreas como infraestrutura, saúde e educação.