Parlamentar condeceu entrevista nesta terça-feira
O vereador farroupilhense Mauricio Bellaver (PL), de 40 anos, apresentou sua versão sobre o caso investigado pela justiça envolvendo violência doméstica e descumprimento de medidas protetivas durante entrevista exclusiva concedida à Rádio Spaço FM nesta terça-feira, 19 de maio. Na conversa, o parlamentar negou agressões físicas, falou sobre problemas de saúde mental enfrentados nos últimos anos e descartou qualquer possibilidade de renunciar ao seu mandato. Bellaver afirmou que realiza acompanhamento médico desde 2020 e relatou que enfrentou um período de agravamento emocional nos últimos anos. Segundo ele, dificuldades financeiras ligadas ao trabalho na agricultura e situações enfrentadas durante a atuação no Legislativo contribuíram para um desgaste psicológico, que teria afetado sua vida pessoal.
Durante a entrevista, o vereador revelou que possui diagnóstico de bipolaridade e disse que atualmente está realizando tratamento psicológico e psiquiátrico. Bellaver reconheceu que não seguiu corretamente o tratamento em determinados períodos e apontou essa situação como o principal arrependimento diante dos acontecimentos recentes. Ao falar sobre as acusações, Mauricio negou ter praticado violência física e declarou que nunca agrediu ninguém. Ele também pediu que veículos de comunicação evitem relacionar seu nome a agressões físicas, alegando que isso casou desgastes pessoais e familiares.
No campo político, Bellaver revelou que integrantes da estrutura regional do PL teriam sugerido sua renúncia durante o período em que esteve preso. Apesar disso, ele garantiu que seguirá exercendo o mandato e afirmou não ter intenção de deixar o partido. Segundo o parlamentar, sua atuação política está ligada ao serviço prestado à comunidade e não a interesses pessoais. Mauricio ainda reforçou que pretende provar sua inocência ao longo do andamento processual e disse confiar no esclarecimento dos fatos. Os advogados Roque Severgnini e Vinicius Filipini atuam na defesa do parlamentar, enquanto o processo segue em segredo de justiça e em análise por uma comissão na Câmara de Vereadores.